Porque o Amapá não conseguiria evitar um desastre no caso de um acidente, e ninguém ia ver a destruição!

A inação quanto ao derramamento de rejeitos tóxicos, que já eram de um garimpo ilegal que se vê do espaço, mostra os riscos reais de tentar desenvolver uma região isolada, com governança duvidosa, e em meio a riquezas naturais renováveis que pedem outro tipo de gestão! O mapa acima mostra duas coisas de grande relevância: 1) a extensão do dano desse desastre ambiental e a proximidade dele da capital, que dá uma ideia da incapacidade dessa região lidar ou resolver um grande desastre ambiental; 2) a grandiosidade, heterogeneidade complexa e riqueza ambiental da Amazônia oriento-setentrional. Algumas das formações geológicas mais interessantes da bacia, que resulta em uma diversidade de florestas distintas e importantes, desde Tumucumaque à Trombetas. Também, uma região de profunda e relevante modificação antropomórfica original, lar de civilizações que ali estavam no Holoceno Médio e Tardio. Ou seja, uma região frágil, com longa evolução biológica, e riquíssima história antropológica, ambas pouco conhecidas, mas essenciais para o clima e a sustentabilidade das populações atuais. Não o petróleo ou o ouro. Sou de Minas Gerais, e sei o grau de dano na qualidade de vida que a mineração pode trazer numa região desenvolvida. Ali, nem se fala.
Já se perdeu muito, e não temos competência gerencial para evitar que um vazamento na boca do rio Amazonas não seja totalmente desastroso, tanto para o segundo maior manguezal do mundo, que desce a costa paraense, e até mesmo para África, já que as correntes poderiam espalhar óleo em grandes extensões do Atlântico. O tempo para resolver isso, é o tempo para o mundo abandonar a queima de petróleo, então, vamos investir em algo diferente?
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