Professores universitários: por que em uma década fomos de heróis do cinema a cientistas exilados? Do agrotóxico ao aborto legal, o peso autoritário da extrema direita no mundo da ciência.

Um artigo do The Guardian sobre os 40 anos de Indiana Jones, explorando o que esse Professor da Universidade de Marshall (Connecticut) significou para um imaginário americano, romântico e irreal, sobre um país de valores civilizatórios, inspirou esse texto. Realmente, no conjunto de cenários desse mundo idealizado pós Segunda Guerra, um professor pesquisador teria mesmo seu lugar de herói. Ainda assim, já quase no fim da série (O Reino da Caveira de Cristal, passado em 1957), tal heroísmo já seria minado pela guerra fria contra o comunismo, com perseguições e demissão do Reitor (Prof. Charles Stanforth [Jim Broadbent], grande amigo de Jones). De fato, a guerra fria foi a mãe de todas as manipulações empresariais contemporâneas para favorecer interesses privados, em um mundo que estava, até certo momento, se tornando cada vez mais inclusivo, diverso e esclarecido (vide o movimento hippie até 1967 nos EUA, e 1968 na Europa, quando foram pulverizados). Presidente Nixon foi o ápice dessa decadência que impôs interesses financeiros acima da vida e das sociedades, com base no medo. No caso, o medo do comunismo, e decorrente financiamento das ditaduras militares latino-americanas. Um medo hoje em dia bem fantasioso, mas que extremistas de direita voltam a usar para perseguir o conhecimento científico e os cientistas.

Indiana Jones foi um professor de Marshall, Connecticut, mas foi inspirado em um professor de verdade, Prof. Roy Chapman Andrews, da Universidade de Columbia, New York. A proximidade do herói fictício com universidades verdadeiras e com a lógica acadêmica das universidades ocidentais, aproxima a fantasia da realidade. Na verdade, a Marshall College é uma universidade fictícia, mas com toda estrutura de uma universidade real (veja https://indianajones.fandom.com/wiki/Marshall_College)

Mas, entre a década de 90 e as primeiras 1,5 décadas do século atual, esses dias ficaram na história e a civilização voltou a tomar espaço no Ocidente, nos EUA e América Latina, com fim das ditaduras e da União Soviética. Esse período de relativa tranquilidade a arte retoma o romantismo da ciência e, além de Indiana, surge no início do Século XXI Professor Robert Langdon, com o Código da Vinci. Prof. Langdon, um simbologista de Harvard, avança em questões que Indiana muito superficialmente tocou. Entre essas questões, o conflito fé e ciência (uma premonição do que veríamos poucos anos depois?). Esse conflito transpassa todos os livros de Dan Brown, e foi uma discussão essencial para as sociedades ocidentais. Mais importante, no entanto, é que embora Robert fosse um professor das humanas, os livros e filmes debatem questões científicas ligados à Física, Biologia e tecnologias contemporâneas, indo da antimatéria (Anjos e Demônios), IA x Evolução Biológica (no livro Origem de 2017, que infelizmente não virou filme), e bioterrorismo (Inferno). Dois outros aspectos importantes dos filmes inspirados nos livros de Dan é que as mulheres são protagonistas com Robert, e em um deles (Anjos e Demônios) a mulher era uma cientista de mais renome até que ele.

Outro aspecto importante é a diminuição do estereótipo heroico e aumento do conteúdo cultural. Nesse aspecto, Dan foi brilhante nos livros e isso reflete nos filmes. Embebido na ficção, seus livros são verdadeiros compêndios de história, arquitetura e arte. Fatos reais permeiam a fantasia e é possível separar uma coisa da outra. Isso é outro patamar de lazer educativo. E, fundamental, põe o conhecimento como protagonista de um mundo fascinante, inteligente e rico.

Robert Langdon, simbologista de Harvard e a Vittoria Vetra, especialista em física de partículas e antimatéria, filha de um padre cientista, na tentativa de trazer à tona caminhos para uma coexistência pacífica entre a ciência e a fé, um problema curiosamente ocidental, nos nossos tempos..

Esses best-sellers e blockbusters foram um grande espelho de um mundo que se dirigia para um futuro em que a ciência, história, arte e cultura abririam as portas do fascínio pela vida cotidiana! Mas isso tudo começa a ruir em 2016, quando uma onda conservadora, ultranacionalista, e artificialmente acelerada pelas redes sociais, achou passagem e se instalou no mundo, erodindo a confiança na ciência e, como consequência direta, acabando ou minando diversas democracias mundo afora. Código da Vinci foi lançado em 2006, Anjos e Demônios em 2009, e Inferno (preconizando a pandemia a vir) em 2016. Depois disso, (quase) nenhum filme hollywoodiano sobre cientistas inseridos na nossa sociedade, resolvendo questões intricadas com consequências para um dia a dia mais inteligente, foi lançado, já por uma década.

Dan Brown trouxe de forma impressionante o debate sobre arte, cultura, religião e ciência. De best-seller a blockbuster, o sucesso desse debate na sociedade no mundo que antecede 2016, é impressionante.

Talvez até por isso, um certo Presidente ignorante, brutal e ridículo, tenha anunciado que ia mandar o Iran de volta à Idade das Pedras, sem ter conhecimento da extensão e poderio do Império Persa no Paleo-Neolítico! Impulsos e violência lidos em redes sociais (onde, ao menos na mente do medíocre, o cara com dedo na guerra nuclear tem o mesmo peso do moleque que te chama para uma briga na saída da escola!), e desvinculados completamente da realidade, se tornaram as novas ameaças mundiais! Algo de fazer inveja a Nero!

O tamanho e poder do Iran (Pérsia) no período que o presidente ignorante dos EUA ameaçou mandá-los de volta. Um mundo sem cultura e conhecimento mínimo dos fato é, por si só, um mundo profundamente perigoso e ameaçador, quando não hilário.

Por outro lado, alimentar a ignorância sobre a nossa história, para além da ignorância sobre as ciências naturais, sempre foi uma arma de guerra. Felizmente, talvez, enquanto escrevo esse texto, todos que pensam e prestam atenção no momento sabem que esse presidente fanático religioso (o dos EUA, não do Iran) já perdeu a guerra. Vamos então explorar os rumos dos cientistas a partir daqui, com dois olhares: 1) o que as artes ocidentais fizeram dos cientistas na última década, tomada pelo extremismo nas redes sociais e pela crescente negação da ciência; 2) o que aconteceu com cientistas brasileiros no auge do ultranacionalismo nos EUA e no Brasil, e os efeitos disso até hoje, em especial para as cientistas mulheres.

Após 2016, todos os filmes americanos sobre ciência foram numa direção relativamente previsível em um mundo onde se crê pouco no tempo presente: se aposta na ciência futurista, tecnológica, e viagens interplanetárias. Veja a lista:

 A Chegada (Arrival, 2016): Foca em uma linguista (Amy Adams) tentando decifrar a linguagem de alienígenas.

 Perdido em Marte (The Martian, 2015): Um botânico (Matt Damon) usa ciência para sobreviver em Marte.

 Interstellar (2014 – quase 10 anos, mas relevante): Cientistas buscam um novo planeta para a humanidade.

 Ex Machina: Instinto Artificial (2014): Um programador testa a consciência de uma humanoide (IA).

 Aniquilação (Annihilation, 2018): Uma bióloga (Natalie Portman) lidera uma expedição científica.

 Tenet (2020): Explora conceitos de física teórica como inversão do tempo.

 Não Olhe para Cima (Don’t Look Up, 2021): Astrônomos tentam alertar a humanidade sobre um cometa destrutivo.

 Proxima (2019): Foca na preparação física e psicológica de uma astronauta (Eva Green).

 Jung_E (2023): Cientistas tentam clonar o cérebro de uma soldada para IA.

Deliberadamente, não mencionei o “Relíquias do Destino”, fechamento da série de Indiana Jones, que nem o IA o reconheceu como filme de ficção científica, o que reforça minha hipótese! Esse filme foi lançado em 2023, e invisibilizado pela mídia. Pouca gente sabe de sua existência, talvez por etarismo, já que Harrison Ford continuou fazendo tudo, e fazendo questão de mostrar as marcas do tempo em seu corpo, ou, pela complexidade da Era pós-pandêmica. Nesse filme, passado na década de 60, Jones, perto de aposentar, luta contra neonazistas! Me intriga o filme ter sido tão ignorado. Pondo em números, o filme deu um prejuízo de US$100 milhões à Disney!

Voltando à lista reconhecida, o que sobrou e que foi assistido na década que se encerra, foram filmes futuristas. Se não fôssemos na direção desse futurismo ideológico, em um mundo ideal, professores cientistas ajudariam no momento no qual um laboratório de fato produz (e produzimos) antimatéria e tem que lidar com as consequências disso no presente. Se ficássemos no presente científico, lidaríamos com um mundo que lida com conflitos entre fé e ciência, a história, cultura e valores que regem o existir, e que são elementos inspiradores da arte. A vida está pulsando e a ciência contribui com isso, e as pessoas percebem. Entretanto, desde a ascensão da extrema direita, do renascimento do fanatismo cristão e do negacionismo científico, nossa paixão cultural pela ciência foi vítima de algo similar ao que aconteceu nas décadas do crescente da guerra fria: foi jogada para um futuro melhor, e fora desse planeta. Não é ao acaso que um EUA que desmanchou diversos programas nacionais de ciência relacionados à saúde, meio ambiente, clima etc, manteve a milionária missão Artemis II, que hoje absorve parte substancial das mentes americanas e mundiais, enquanto EUA trava uma guerra criminosa e estúpida.

Look up! Olha a Lua que linda, liga para o resto não… é linda né? Vamos pousar lá!

Mas, no mundo real, fora das telas, como ficam os cientistas em um mundo pós pandemia, onde enfrentamos os mais violentos ataques vindos desse movimento cego e fanático? Um mundo no qual, supostamente, vencemos ao tirar a humanidade do isolamento por meio das vacinas modernas e pouco entendidas para a maioria dos leigos? A vitória contra as mentiras da cloroquina, diante de tantas perdas humanas desnecessárias, fortaleceu os cientistas nessa frente? Como um deles, posso dizer que sim, mas isso não mudou muito a prevalência da descrença fanática na ciência progressista, que trabalha por questões cotidianas. Nesse contexto, nasceu uma antiga e conhecida janela de oportunidade para movimentos capitalistas prejudiciais ao interesse coletivo: a opressão dos que denunciam, ou que simplesmente se opõem.

Tal opressão continua em alta nos EUA de Trump, com cancelamento de visto de estudantes que defenderam a Palestina, e perseguição direta a cientistas do clima (um conhecimento em oposição aos interesses petrolíferos do Trump e amigos). Mas todas as áreas são atacadas por diversos motivos frugais. Podemos citar a cientista russo-americana, Kseniia Petrova, trabalhando com diagnóstico de câncer em Harvard, que foi detida e perseguida irregularmente por transportar material biológico da Europa para os EUA, algo que fez de forma completamente legal. O processo que a inocentou durou um ano, e essa é a marca da perseguição política: vamos te investigar, e com isso, se destrói a pessoa. E cientistas que denunciaram pagaram caro por isso, em especial aqui no Brasil de Bolsonaro.

Na lista brasileira, temos o Prof. Galvão (Presidente do CNPq no governo Lula), que sustentou uma luta pública contra Bolsonaro para defender o sistema de monitoramento de desmatamento do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o qual Bolsonaro quis destruir. Epidemiologistas na pandemia foram ameaçados de morte por negacionistas e antivacinas. Mesmo assim, pesquisadores homens se sustentaram a despeito das perdas pessoais.

Diferente, e covardemente, as mulheres cujas pesquisas afrontavam o projeto antiambiental de desenvolvimento da extrema-direita, ou suas crenças de costume e ideologias, foram ameaçadas de uma forma tão mais violenta e insuportável, que saíram do país na condição de exiladas. Sim, isso aí que você leu. O Canal Curta lançou um documentário perturbador sobre isso: “Ciência na Mira”. Além da conhecida Márcia Tiburi, vou explorar duas outras cientistas que continuam com o status de exiladas. Tiburi, e o primeiro caso que vou descrever, Larissa Bombardi, são mantidas como exiladas com uma verba específica da França para cientistas perseguidos, o PAUSE (Programme d’aide à l’accueil en urgence des scientifiques en exil). Larissa está afastada sem remuneração da USP, e precisa se virar para sobreviver. Embora a Reitoria tenha apoiado a saída dela por segurança, o Governo Estadual nunca lhe deu um status de professora ativa, o que a pôs em condição financeira bem frágil. Meu outro exemplo, da UNB, teve um apoio muito mais vigoroso, já no governo Lula, e continua uma professora ativa, mas exiliada por causa dos radicais que rondam esse país. Todas estão exiladas até hoje, pelas ameaças que sofrem.

Caso 1: a exposição dos abusos no uso de agrotóxicos – Larissa Bombardi, geógrafa da USP, lançou em 2019 o Atlas “Uma geografia do uso de agrotóxicos no Brasil e suas relações com a União Europeia“. Os relatos dela descrevem que a repercussão foi tranquila até ela publicar o Atlas em inglês na Europa. Interessante, né? A incidência de câncer no Brasil é acima da média global, as causas mais prováveis estão nos agrotóxicos, em especial aqueles proibidos na Europa a mais de 30 anos e ainda consumidos aqui. Agrotóxicos produzidos na Europa e mandados para cá! Aqui, essas denúncias custam a transbordar para a sociedade organizada urbana, e no caso, ficam circulando entre agricultores orgânicos familiares e cientistas. A cegueira da nossa sociedade é vexatória quanto a isso e outros aspectos. Até por isso, o Atlas não causou comoção no Brasil, e até hoje quase ninguém o conhece.

Essa é Larissa, que perdeu toda sua história existencial para que possamos ter dados e elementos para lutar contra o abuso carcinogênico do uso de agrotóxicos no Brasil, sem, até esse momento, conseguir mudar muito, e sem ver nenhum de seus perseguidores, financiados pelo agronegócio, serem condenados, mesmo com a mudança de governo (aprofunde em https://ihu.unisinos.br/categorias/643525-a-historia-da-cientista-que-denunciou-os-agrotoxicos-e-precisou-sair-do-brasil)

Já na Europa, bem, eu não sei se ela esperava talvez que a reação fosse para que tais fábricas de veneno fechassem, mas na verdade resultou em boicote a produtos brasileiros. Quando isso começou, Larissa passou a sofrer ameaças de morte, que escalaram até o insuportável. Fugiu para Europa com apoio de seu Reitor, mas vive sem vencimento, mudando de bolsa em bolsa, de uma forma muito precária para uma professora Titular.

Caso 2: as bases científicas para a legalização do aborto – Débora Diniz, Antropóloga da UNB. Do site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2025: “Antropóloga, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) e referência internacional na defesa dos direitos das mulheres, Débora acaba de ser reconhecida com o primeiro Prêmio Mulheres e Ciência, na categoria Trajetória. Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério das Mulheres, o British Council e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), a iniciativa reconhece a atuação feminina na ciência.” Antes disso, em 2018, saiu do país por orientação da PF para escapar das ameaças de morte, após sua pesquisa fundamentar o Projeto de Lei da legalização do aborto. Portanto, um caso no qual o poder econômico não foi o responsável pela perseguição, mas deputados (e deputadas) vinculados à extrema direita moralista, que alimentaram e incitaram os mais terríveis ataques contra ela por defender o aborto. Esses defensores da vida do feto chegaram a ameaçar explodir um auditório cheio de jovens recém-formados, numa cerimônia onde ela era a Paraninfa, caso ela aparecesse.

Débora Diniz sofreu as mais temerárias ameaças e inclusive um evento de invasão à sua casa. Curioso ver a virulência e agressividade daqueles que se dizem defensores da vida contra uma mulher que trás uma reflexão sobre o sofrimento e a opressão da mulher pobre e das populações negligenciadas do país. Sua carreira impressionante está nesse link https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2025/03/debora-diniz-cientista-faz-da-pesquisa-um-ato-de-resistencia-e-transformacao.

Acredito que dá para imaginar o desespero existencial de estar numa situação dessas. No caso da Débora, como as pessoas se identificaram nos ataques, e como havia uma rede de advogadas e juristas ligados à causa das mulheres, processos estão rolando e algumas pessoas já se retrataram publicamente ou foram condenadas. Mas, ponha-se nesse lugar de perseguição. Ainda mais não por ser uma pessoa exposta ao crime organizado, traficantes, nada disso. Sendo uma pesquisadora correta, competente, concursada em uma grande instituição, respeitada na sua comunidade. Trabalhando em um país dito democrático e livre, grupos organizados conseguem te destruir pela intimidação. Débora disse em um relato algo como: “a capacidade do autoritarismo de individualizar você, seus queridos e sua existência, e te mostrar vulnerável, é impressionante!”.

Toda ciência séria, com o poder de resolver os mais urgentes problemas da sociedade, vai incomodar. E é para incomodar mesmo e induzir mudanças as quais tragam melhorias para todos. Pesquisar o fantástico mundo intangível interestrelar é uma opção, mais segura, e menos comprometida com riscos de um mundo distópico. Mesmo assim, quase nada na ciência está protegido. Enquanto não se consolidar uma nova década de democracia e direitos, estaremos ainda fragilizados.

No entanto, enquanto houver um país democrático, internet livre (sim, uma faca de dois legumes, mas necessária), e justiça para processar políticos e influenciadores que ameaçam a vida das pessoas, os cientistas exilados continuarão atuando e mudando o Brasil para melhor. No momento que somos coletivamente atacados, nos tornamos mais poderosos e nada vai parar o conhecimento e a verdade. Mas seu voto pode ajudar consolidar uma ciência livre e poderosa. Não vote em candidato que namora com o autoritarismo!

Nota final – Talvez porque não entendem muito de história contemporânea, o povo está assustado com Trump. Mas Trump é a reinvenção do Nixon, o demônio que alimentou e inflamou as ditaduras na América Latina, após manter as mais vexatórias guerras americanas, como Vietnam e Camboja (motivo pelo qual agora, mais que antes, os pais estão desesperados com envios de seus filhos para o Iran, pois sabem que outro louco vai jogar os EUA numa grande vala de jovens mortos e vexame internacional). Nixon, derrubado pelo WaterGate. Algum Gate qualquer vai derrubar Trump, um EpsteinGate ou um IranGate, talvez. Porém, para nós brasileiros, nos tempos modernos, o essencial para nos afastar do espectro real da pobreza, submissão e servidão dos anos 60, e nos mantermos no caminho da soberania, progresso, ciência e enriquecimento das pessoas, é refutar a todo custo a repetição do risco bolsonaro de imposição autoritária que vimos antes.


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